Greve dos ônibus revolta moradores em Eunápolis; população mais carente é a mais prejudicada.

Desde o dia 22 de janeiro de 2026, os ônibus urbanos deixaram de circular em Eunápolis, deixando milhares de moradores sem transporte público. A paralisação, que já ultrapassa mais de 20 dias, tem provocado forte indignação na população, especialmente entre idosos, trabalhadores de baixa renda e famílias que dependem exclusivamente do serviço para suas atividades diárias.

A greve teve início após a falta de pagamento dos salários dos funcionários da empresa responsável pelo transporte coletivo, a Viação GWG, também conhecida como Eunapolitana Transportes. Segundo relatos, os trabalhadores estariam há aproximadamente três meses sem receber seus vencimentos, situação que levou à decisão de interromper as atividades.

A empresa, por sua vez, afirmou que também não estaria recebendo os repasses financeiros da Prefeitura Municipal, o que teria comprometido a manutenção da frota, a compra de combustível e o pagamento da folha salarial.

População enfrenta dificuldades diárias

Sem ônibus circulando, milhares de pessoas enfrentam dificuldades para trabalhar, estudar e realizar atividades básicas. Para muitos moradores, alternativas como transporte por aplicativo ou carros de lotação são inviáveis devido ao alto custo das tarifas.

“Quem ganha um salário mínimo não tem condições de pagar Uber todos os dias. É impossível”, relatou uma moradora que preferiu não se identificar.

A situação se torna ainda mais grave para idosos que precisam se deslocar para consultas médicas, farmácias e serviços públicos. Sem condições financeiras para arcar com transporte particular, muitos acabam caminhando longas distâncias ou dependendo da ajuda de familiares e vizinhos.

Trabalhadores também relatam atrasos e faltas no emprego, o que pode comprometer ainda mais a renda de famílias que já vivem em situação de vulnerabilidade.

Protestos no bairro Arnaldão

No bairro Arnaldão, o clima é de revolta. Moradores realizaram protestos em meio ao desespero diante da falta de solução para o problema. Segundo relatos, populares chegaram a queimar sofás e interditar vias como forma de chamar a atenção das autoridades e pedir providências urgentes.

Os manifestantes afirmam que a comunidade se sente abandonada e cobram uma resposta imediata do poder público municipal.

Cobrança por solução

Diante do cenário, a população cobra um posicionamento firme da Prefeitura e uma solução definitiva para o impasse que mantém a cidade sem transporte coletivo há semanas. Enquanto não há definição, trabalhadores, estudantes e idosos seguem enfrentando dificuldades diárias.

Moradores reforçam que o transporte público é um serviço essencial e que Eunápolis não pode permanecer refém de uma crise que penaliza, principalmente, quem mais precisa.

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