Denúncias no MP colocam vereadores de Teixeira de Freitas no centro de polêmica
Duas denúncias protocoladas no Ministério Público da Bahia colocam vereadores de Teixeira de Freitas no centro de uma grave polêmica, após declarações públicas negando a existência dos casos.
Os parlamentares citados afirmaram que as acusações seriam “fake news”. No entanto, documentos de “notícia de fato” indicam que as denúncias foram formalizadas por ex-assessores, contendo valores, formas de repasse e, segundo os autores, provas anexadas.
Primeira denúncia – Marcelo Santos Teixeira
De acordo com o denunciante Rodrigo Alves Salomão, ele atuou como assessor e posteriormente exerceu função na área de Assistência Social.
Segundo o relato, recebia cerca de R$ 4.092,00 líquidos, mas teria que repassar mensalmente R$ 2.000,00. O valor, conforme a denúncia, era sacado e entregue em espécie, sem registro formal.
O ex-assessor também afirma ter sofrido pressão e ter sido submetido a demandas fora do expediente.
Segunda denúncia – Adriano Santos Souza
Já o denunciante Marley Figueiredo Ribeiro relata que foi nomeado como assessor com salário de aproximadamente R$ 2.300,00.
Ele afirma que passou a ser pressionado a repassar R$ 1.150,00 via PIX a um influenciador. Após se recusar, teria sido exonerado do cargo.
Segundo o denunciante, há conversas e comprovantes que sustentariam a acusação.
Versões e investigação
Apesar das declarações públicas classificando os casos como “fake news”, os protocolos indicam que as denúncias existem e foram devidamente registradas junto ao Ministério Público.
Os fatos relatados podem, em tese, configurar crimes como concussão e atos de improbidade administrativa, dependendo do avanço das investigações.
O caso deverá ser analisado pelo Ministério Público da Bahia, que poderá adotar as medidas cabíveis após a apuração dos fatos
Redação Foconanet
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