Uma falha no cumprimento de decisão judicial mantém foragido um dos principais acusados de um crime que chocou o Extremo Sul da Bahia. Mesmo após determinação do Superior Tribunal de Justiça para prisão imediata, o suspeito segue em local desconhecido.
O caso envolve o assassinato de Miscilene Dajuda Conceição, de 44 anos, morta de forma extremamente violenta em 2024, no município de Prado. O principal acusado, apontado como liderança indígena na região, não foi localizado até o momento.
Decisão ignorada
Em outubro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça determinou a prisão dos envolvidos após reverter decisão do Tribunal de Justiça da Bahia que havia concedido liberdade aos acusados.
No entanto, a ordem judicial não foi cumprida de imediato. Segundo apuração, houve um atraso de aproximadamente quatro meses para que o mandado de prisão fosse encaminhado ao juízo responsável em Prado.
O erro só foi identificado após atuação do Ministério Público. Quando o mandado finalmente foi expedido, o principal acusado já havia desaparecido.
Crime que chocou a região
O assassinato ocorreu em julho de 2024, na Aldeia Corumbauzinho, e é considerado um dos mais violentos já registrados na região.
De acordo com as investigações, a vítima foi agredida de forma brutal e impedida de escapar, mesmo com a presença de outras pessoas no local. Testemunhas relataram ameaças que impediram qualquer tentativa de socorro.
A motivação do crime estaria ligada a um ato de vingança após um incêndio ocorrido horas antes, que resultou na morte de um familiar dos suspeitos.
Situação atual
Apesar da gravidade do caso e da decisão judicial superior, o acusado segue foragido. As autoridades continuam as buscas, enquanto o episódio levanta questionamentos sobre falhas no sistema judicial e no cumprimento de ordens de prisão.
O Extremo Sul da Bahia acompanha com apreensão o desfecho de um dos crimes mais brutais da história recente da região. Quase dois anos após o assassinato de Miscilene Dajuda Conceição, de 44 anos, o principal acusado, Ivaíl da Conceição Braz, de 57 anos, permanece foragido.
A prisão do suspeito foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça em outubro de 2025, após a Corte derrubar uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia que havia concedido liberdade aos envolvidos. No entanto, segundo apuração, o mandado de prisão demorou a ser efetivamente expedido, o que pode ter contribuído para a fuga do acusado.
De acordo com informações, a decisão judicial permaneceu por cerca de quatro meses sem ser encaminhada ao juízo competente em Prado. O equívoco só foi identificado após intervenção do Ministério Público, quando o mandado foi finalmente expedido — mas o acusado já havia desaparecido e segue em local desconhecido.
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de 14 de julho de 2024, na Aldeia Corumbauzinho, em Prado, e chocou toda a região pela extrema violência.
Segundo as investigações, tudo começou após um incêndio na residência de Miscilene. O companheiro dela, Lucimar Rocha da Silva, de 40 anos, teria ateado fogo em cédulas de dinheiro durante uma discussão e acabou morrendo carbonizado após perder o controle das chamas. A vítima conseguiu escapar inicialmente do imóvel.
Horas depois, motivados por vingança, familiares do homem morto teriam ido até a casa de Miscilene. Entre eles estava o cacique apontado como principal acusado.
De acordo com a polícia e testemunhas, a mulher foi brutalmente agredida com golpes de enxada e, em seguida, submetida a uma sequência de atos de extrema violência. Ainda segundo os relatos, ela foi impedida de fugir e não recebeu socorro, mesmo diante da presença de outras pessoas no local, que teriam sido ameaçadas.
Miscilene não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada de qualquer ajuda.
Situação atual
Apesar da determinação de prisão expedida pelo Superior Tribunal de Justiça, o principal acusado segue foragido. As autoridades continuam em diligências para localizá-lo, enquanto o caso permanece como um dos mais chocantes já registrados na região.
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