Um garoto de 12 anos, Francisco Miguel de Sá Freitas, morreu em um grave acidente na BR-367, em Pindorama, distrito de Porto Seguro, enquanto viajava com a família de Minas Gerais rumo à Costa do Descobrimento para o feriado prolongado da Semana Santa.
O veículo da família, um HB20, colidiu na traseira de outro carro na tarde de quinta-feira (2). Em seguida, invadiu a contramão e bateu de frente com uma caminhonete da empresa Neoenergia Coelba, causando a morte imediata de Francisco Miguel. O pai, a mãe e a irmã de oito anos ficaram feridos e foram levados ao hospital.
Na caminhonete, dois funcionários da Neoenergia sofreram apenas ferimentos leves. Em nota, a empresa afirmou que o veículo trafegava dentro do limite de velocidade permitido, mas o episódio revela uma falha grave na operação de frotas corporativas.
Especialistas em segurança viária lembram que limitar-se a seguir a velocidade legal não isenta uma empresa de responsabilidade quando seus veículos estão envolvidos em acidentes fatais. Treinamento insuficiente, falta de protocolos de prevenção e supervisão de motoristas são fatores que podem transformar uma frota corporativa em risco potencial nas estradas.
O Fiat Argo envolvido no acidente tinha apenas o motorista, que saiu ileso. Após a remoção do corpo, os bombeiros realizaram a limpeza da rodovia, enquanto a Polícia continua investigando as circunstâncias do acidente.
A morte de Francisco Miguel expõe uma realidade dura: empresas como a Neoenergia têm responsabilidade direta sobre a segurança de seus veículos e, por extensão, de todos que compartilham as rodovias. A alegação de estar dentro do limite de velocidade não apaga o impacto de vidas perdidas. É urgente que corporações assumam um papel ativo na prevenção de acidentes e implementem práticas efetivas de segurança, antes que novas tragédias aconteçam.
Redação Foconanet
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