A violência voltou a escancarar sua face mais brutal na noite desta quarta-feira (8), no município de Prado, no extremo sul da Bahia. O idoso Giliade Rocha Barreto, de 63 anos, foi executado a tiros em plena praça pública do bairro Green Ville, em um crime que deixou moradores em estado de choque.
Segundo relatos, o que deveria ser uma noite comum rapidamente se transformou em cenário de terror. Diversos disparos foram ouvidos, seguidos pelo silêncio tenso que tomou conta da região. Quando populares se aproximaram, encontraram Giliade já caído ao chão, sem qualquer chance de defesa.
Testemunhas afirmam que os autores chegaram em uma motocicleta. O passageiro teria descido já armado e efetuado vários disparos à queima-roupa, com foco na região da cabeça — característica típica de execução. Após o crime, os suspeitos fugiram em alta velocidade, sem deixar pistas imediatas.
INDÍCIOS E LINHAS DE INVESTIGAÇÃO
No local, a ausência de cápsulas reforça a suspeita de uso de revólver, possivelmente calibre .38 — arma comum em execuções por dificultar o rastreamento. Durante a perícia inicial, foi encontrada uma pequena quantidade de maconha com a vítima, informação que passa a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação.
Outro ponto que chama atenção é o histórico de Giliade. Informações preliminares indicam que ele já havia cumprido pena no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas e teria sobrevivido a uma tentativa de homicídio anterior — o que levanta a hipótese de acerto de contas ou continuidade de conflitos antigos.
CRIME EXPÕE SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA
O assassinato em local público e com características de execução reforça um cenário preocupante: a ousadia criminosa e a vulnerabilidade de espaços que deveriam ser de convivência social.
Moradores relatam medo e indignação. A pergunta que fica é inevitável:
até que ponto a violência está avançando sem freios na região?
INVESTIGAÇÃO EM CURSO
Equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram a remoção do corpo, encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Itamaraju, onde passará por necropsia.
A Polícia Civil já iniciou as investigações para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Até o momento, ninguém foi preso.
UM CASO QUE VAI ALÉM
Mais do que um homicídio, o caso levanta discussões urgentes sobre segurança pública, reincidência criminal e a escalada da violência em cidades do interior.
Enquanto respostas não chegam, a população segue convivendo com o medo — e com a sensação de que a qualquer momento, novas tragédias podem acontecer.
Redação Foconanet
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