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Governo endurece leis contra violência e cria crime de “vicaricídio” com pena de até 40 anos

 

Pacote sancionado por Luiz Inácio Lula da Silva amplia uso de tornozeleiras e mira agressores com medidas mais rígidas.


Em um movimento que tenta responder a uma realidade brutal e persistente, o governo federal sancionou um pacote de leis que promete apertar o cerco contra agressores de mulheres. Mas a pergunta que fica é: será que agora vai?

As novas regras tornam mais comum — e praticamente obrigatória em casos de risco — o uso de tornozeleiras eletrônicas em acusados de violência doméstica. Antes tratada como medida complementar, agora a vigilância passa a ser regra quando houver ameaça à integridade física ou psicológica da vítima.

Na prática, é o reconhecimento de algo que a sociedade já sabe há muito tempo: quem ameaça, muitas vezes cumpre.


Monitoramento em tempo real: reação imediata ou solução tardia?

A grande novidade está na tecnologia. A partir de agora, se o agressor ultrapassar o limite imposto pela Justiça, o alerta não vai ficar só no papel:

  • A vítima será avisada imediatamente
  • A polícia será acionada em tempo real
  • Centrais de monitoramento entram em ação

É uma tentativa de evitar o pior antes que ele aconteça. Mas também escancara uma realidade dura: muitas dessas medidas só chegam depois que a violência já começou.


 Vicaricídio: quando a violência vira vingança cruel

O ponto mais impactante da nova legislação é a criação de um crime que até então não tinha nome no Código Penal: o vicaricídio.

Agora, matar alguém próximo de uma mulher — filho, familiar, amigo — com o objetivo de atingi-la emocionalmente passa a ser crime hediondo, com penas que podem chegar a 40 anos de prisão.

É o reconhecimento legal de uma das formas mais cruéis de violência: aquela que não atinge só o corpo, mas destrói emocionalmente, de forma calculada.

Além disso, a chamada violência vicária também passa a ser oficialmente reconhecida dentro da Lei Maria da Penha.


Dinheiro público carimbado

Outro ponto importante: pelo menos 6% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública deverão ser destinados exclusivamente ao combate à violência contra a mulher.

Na teoria, é avanço. Na prática, o desafio sempre foi outro: fazer o dinheiro virar proteção real.

Editorial Portal de Noticias Foconanet 

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