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Escândalo na PF

 

Escândalo na PF: delegada e agente são afastados por suspeita de vazar informações sigilosas para grupo ligado a Daniel Vorcaro

Uma nova fase da Operação Compliance Zero colocou a Polícia Federal no centro de uma grave crise institucional nesta quinta-feira (14). A investigação revelou suspeitas de vazamento de informações sigilosas envolvendo integrantes da própria corporação, em um esquema que teria beneficiado o grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Entre os alvos da operação estão a delegada federal Valéria Vieira Pereira da Silva e o policial federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, marido da investigada. Segundo as apurações, ambos teriam atuado no repasse clandestino de dados internos da PF para integrantes do grupo conhecido como “A Turma”, apontado como núcleo de espionagem, monitoramento e intimidação de adversários ligados aos interesses de Vorcaro.

A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Polícia Federal identificar acessos considerados irregulares a sistemas internos e consultas sigilosas sem justificativa funcional. Os investigadores suspeitam que informações sobre operações em andamento, alvos monitorados e procedimentos internos tenham sido compartilhadas de forma ilegal.

Além do afastamento da delegada, um agente da PF da ativa acabou preso durante a operação. Outros policiais aposentados também foram alvo de mandados judiciais.

De acordo com a investigação, o grupo investigado teria montado uma estrutura paralela para monitorar jornalistas, ex-funcionários, empresários e pessoas consideradas adversárias do conglomerado financeiro ligado a Vorcaro. A PF aponta ainda suspeitas de uso indevido de sistemas restritos e possível infiltração em circuitos sensíveis de informação dentro da própria corporação.

A operação aumentou a pressão por transparência e aprofundamento das investigações, diante da gravidade das denúncias envolvendo agentes públicos responsáveis justamente pelo combate ao crime organizado e à corrupção.

O caso segue sob investigação do STF e da Polícia Federal.

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