Pastor, suplente de vereador e ex-militares estão entre investigados em operação da PF por crimes contra crianças no RS
Fonte: Polícia Federal e informações da imprensa
Redação FocoNaNet | 04 de julho de 2026
A Polícia Federal deflagrou, na última quinta-feira (2), a Operação Contra Barbariem, que investiga um grupo suspeito de praticar graves crimes contra crianças e animais no Rio Grande do Sul. A ação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bagé, Canoas e Candiota.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que os suspeitos produziam e compartilhavam vídeos contendo atos de violência extrema contra bebês, crianças e animais. O material apreendido durante a operação será submetido à perícia para auxiliar na identificação de possíveis vítimas e de outros envolvidos.
Investigação teve início após apreensão de celular
De acordo com a PF, a investigação ganhou força após a análise de um aparelho celular apreendido em agosto de 2025 durante outra operação policial. A partir da extração dos dados, os investigadores identificaram um grupo que, supostamente, mantinha contato para a prática e divulgação dos crimes.
As autoridades informaram que os fatos investigados teriam ocorrido entre abril e agosto de 2025.
Pastor e suplente de vereador está entre os presos
Entre os presos está Tiago Ximendes de Oliveira, identificado pela imprensa como pastor evangélico e quarto suplente de vereador pelo Partido Liberal (PL) em Bagé.
Também foram confirmadas as prisões de dois ex-militares. Até o momento, porém, a Polícia Federal não divulgou oficialmente os nomes dos demais investigados.
Crimes investigados
Conforme a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme a participação individual que vier a ser comprovada, por crimes como:
Tortura contra crianças e adolescentes;
Associação ou organização criminosa;
Maus-tratos contra animais.
A definição das acusações dependerá da conclusão das investigações e da eventual apresentação de denúncia pelo Ministério Público.
Bens apreendidos passam por perícia
Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. O objetivo é verificar a existência de novos arquivos, identificar possíveis vítimas e apurar se houve compartilhamento ou comercialização do material investigado.
As análises periciais também poderão indicar a participação de outras pessoas no esquema.
Como está o caso
Os investigados permanecem presos preventivamente por decisão judicial, enquanto a Polícia Federal dá continuidade às diligências.
Até o momento, o Ministério Público ainda não apresentou denúncia formal, e não há sentença judicial sobre o caso. As investigações seguem em andamento e novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações.
Presunção de inocência
Em respeito ao artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, todos os investigados são considerados inocentes até eventual condenação definitiva pela Justiça.
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