đ¨ PCC E CV AMPLIAM ATUAĂĂO PARA ALĂM DAS DROGAS, APONTA THE ECONOMIST
O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estĂŁo consolidados no Brasil e passaram a atuar em uma variedade cada vez maior de mercados ilĂcitos, segundo anĂĄlise publicada pela revista britânica The Economist e repercutida nesta quinta-feira (17).
De acordo com a publicação, as duas maiores facçþes criminosas do paĂs diversificaram suas fontes de receita para atividades que vĂŁo alĂŠm do trĂĄfico de drogas, incluindo combustĂveis, ouro, contrabando, cigarros, bebidas, golpes e celulares roubados.
đ Os nĂşmeros chamam atenção:
Segundo dados do FĂłrum Brasileiro de Segurança PĂşblica (FBSP) citados pela revista, a receita estimada do mercado de cocaĂna ficou em aproximadamente US$ 3 bilhĂľes, cerca de R$ 15 bilhĂľes, com base em dados de 2022.
JĂĄ os mercados de combustĂveis e lubrificantes, bebidas, ouro, tabaco e cigarros movimentariam valores muito superiores.
O levantamento do FBSP estima uma receita anual de R$ 146,8 bilhĂľes nesses mercados, considerando dados disponĂveis a partir de 2022.
Desse total:
⛽ R$ 61,4 bilhĂľes — combustĂveis e lubrificantes
đş R$ 56,9 bilhĂľes — bebidas
đĽ R$ 18,2 bilhĂľes — ouro
đŹ R$ 10,3 bilhĂľes — tabaco e cigarros
A anålise aponta para uma transformação do crime organizado, que passou a buscar receitas tambÊm em setores da economia formal e em cadeias de produtos que movimentam grandes volumes financeiros.
đ Os valores sĂŁo estimativas e nĂŁo representam necessariamente o faturamento direto do PCC ou do Comando Vermelho. Os dados citados abrangem mercados ilĂcitos e atividades econĂ´micas afetadas pela atuação do crime organizado.
Edição: FocoNaNet
Fonte: The Economist / Fórum Brasileiro de Segurança Pública / Gira Bahia
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