O Brasil registrou 55 casos de mpox em 2026, de acordo com informações divulgadas pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), vinculado ao Ministério da Saúde. Os dados indicam que a doença segue sob acompanhamento das autoridades sanitárias. Até o momento, a maior parte das ocorrências apresenta sintomas leves ou moderados, sem sinais de agravamento em grande escala.
Mpox pode matar?
Segundo informações da Agência Brasil, na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas, mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.
Quadros graves causados pela mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.
Pacientes com mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação.
O que é a Mpox?
A mpox é uma infecção viral provocada por um vírus da família Orthopoxvirus, a mesma da varíola. Antigamente chamada de “varíola dos macacos”, a doença recebeu esse nome porque o vírus foi identificado pela primeira vez, em 1958, em macacos mantidos em laboratório na Dinamarca, oriundos da África, continente onde a enfermidade é endêmica em alguns países.
Apesar do registro inicial em primatas, o hospedeiro natural do vírus ainda não foi totalmente determinado. Pesquisadores apontam que roedores podem ter papel relevante na manutenção do vírus na natureza. Entender as formas de transmissão e prevenção é fundamental para conter a disseminação da doença.
Apesar do registro inicial em primatas, o hospedeiro natural do vírus ainda não foi totalmente determinado. Pesquisadores apontam que roedores podem ter papel relevante na manutenção do vírus na natureza. Entender as formas de transmissão e prevenção é fundamental para conter a disseminação da doença.
• Clado I, antigo clado da Bacia do Congo, relacionado a quadros clínicos mais graves.
• Clado II, antigo clado da África Ocidental, geralmente associado a formas mais leves da doença, sendo subdividido em IIa e IIb.
Como ocorre a transmissão?
Segundo informações do Ministério da Saúde, o principal forma de transmissão da mpox é o contato direto entre pessoas, especialmente com lesões de pele, secreções e fluidos corporais de indivíduos infectados, como pus ou sangue das feridas. Lesões na boca também podem transmitir o vírus por meio da saliva.
O contágio pode ocorrer ainda pelo contato com objetos contaminados recentemente, como roupas, toalhas, lençóis, utensílios e outros itens que tenham tido contato com secreções da pessoa doente.
A transmissão por gotículas respiratórias exige proximidade prolongada, o que aumenta o risco para profissionais de saúde, familiares e parceiros íntimos.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele seja formada.
Sintomas da mpox
O período de incubação, que corresponde ao intervalo entre a infecção e o surgimento dos sintomas, costuma variar de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
As manifestações geralmente começam com febre. Em seguida surgem erupções cutâneas entre um e três dias depois, embora, em alguns casos, as lesões possam aparecer antes da febre.
As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, evoluindo para crostas que secam e caem. A quantidade varia bastante, podendo ir de poucas até milhares de lesões. Elas costumam se concentrar no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas podem atingir qualquer parte do corpo, inclusive boca, olhos, genitais e região anal.
Quando todas as crostas desaparecem, a pessoa deixa de transmitir o vírus.
Diagnóstico
A confirmação da mpox é feita por exames laboratoriais, como testes moleculares e sequenciamento genético. Todo caso suspeito deve passar por análise específica.
A coleta é realizada, preferencialmente, a partir da secreção das lesões. Se elas já estiverem secas, as crostas são encaminhadas para exame. No Brasil, as amostras são direcionadas a laboratórios de referência.
Tratamento da Mpox
O manejo da mpox é baseado principalmente em cuidados de suporte, com foco no alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução do risco de sequelas. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves a moderados.
Até o momento, não há medicamento específico aprovado exclusivamente para o tratamento da mpox.
O Brasil dispõe de vacinas contra a mpox em estoque, porém a aplicação tem sido direcionada prioritariamente a homens que fazem sexo com homens e a profissionais de saúde.
Fonte: terra.com.br

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