O Ministério Público do Estado da Bahia (MPE-BA) abriu investigação para apurar denúncias de possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos destinados à manutenção de uma caçamba pertencente ao município de Itagimirim, no extremo sul da Bahia. O veículo é vinculado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
De acordo com informações que motivaram o inquérito, a caçamba estaria abandonada desde 2021 no mesmo local onde foi deixada, exposta ao sol e à chuva, sem condições de uso e em processo avançado de deterioração. A situação chamou a atenção após surgirem registros de notas fiscais que indicariam gastos com manutenção do equipamento, mesmo ele permanecendo parado e sem comprovação de que os serviços teriam sido efetivamente realizados.
Segundo a denúncia apresentada ao Ministério Público, documentos teriam sido emitidos indicando supostos reparos e manutenção no veículo. No entanto, moradores e pessoas que acompanham a situação afirmam que a caçamba nunca saiu do local onde foi deixada, o que levanta suspeitas sobre a real execução dos serviços mencionados nas notas.
Os valores investigados também chamam atenção. De acordo com os dados que constam na denúncia, os gastos relacionados à suposta manutenção do equipamento ultrapassariam R$ 160 mil, montante considerado elevado para um veículo que, segundo relatos, não voltou a operar após apresentar problemas mecânicos.
Durante a fase inicial da apuração, depoimentos colhidos indicam que a caçamba foi retirada de circulação após apresentar defeito mecânico e, desde então, não teria retornado às atividades do município. Apesar disso, há indícios de que despesas continuaram sendo registradas por determinado período, fato que agora está sendo analisado pelos investigadores.
O Ministério Público busca esclarecer se houve emissão de notas fiscais e pagamentos por serviços que não foram executados, além de verificar possíveis responsabilidades administrativas e eventuais danos aos cofres públicos.
A permanência da caçamba no local, deteriorando-se com o passar dos anos, reforça os questionamentos levantados na denúncia e aumenta a pressão por esclarecimentos por parte da gestão municipal. Caso sejam confirmadas irregularidades, os responsáveis poderão responder judicialmente pelos prejuízos causados ao erário.
O caso segue em fase de investigação e novas informações poderão surgir à medida que o inquérito avance.
Fonte: Ascom.

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