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FEMINICÍDIO NO EXTREMO SUL DA BAHIA: NÃO É TRAGÉDIA — É REPETIÇÃO ANUNCIADA

 

FEMINICÍDIO NO EXTREMO SUL DA BAHIA: NÃO É TRAGÉDIA — É REPETIÇÃO ANUNCIADA

  • Não é surpresa.
  • Não é acaso.
  • Não é “crime passional”.

O feminicídio continua acontecendo no extremo sul da Bahia porque nada tem sido suficiente para impedir.

Enquanto discursos falam em redução, mulheres continuam sendo assassinadas — dentro de casa, por quem já havia dado sinais claros de violência.


2026: OS DADOS EXISTEM — E SÃO GRAVES

Os números mais recentes deixam pouco espaço para dúvida:

  • A Bahia registrou 103 feminicídios em 2025, permanecendo entre os estados com mais casos do país
  • O estado segue entre os primeiros do ranking nacional, mesmo com leve queda
  • Em 2026, levantamentos apontam que mais de 80% das vítimas são mulheres negras, jovens e trabalhadoras
  • Só em um recorte recente, já foram dezenas de feminicídios e tentativas registrados no estado

E no Brasil, o cenário é ainda mais brutal:
 Mais de 1.500 mulheres foram assassinadas em 2025 por serem mulheres


 O PADRÃO É CONHECIDO — E IGNORADO

Os dados mais recentes de 2026 reforçam algo que já deveria ter sido enfrentado:

  • A maioria dos crimes acontece dentro de relações afetivas
  • Companheiros ou ex-companheiros são responsáveis pela maior parte dos assassinatos
  • A violência cresce antes do crime — e quase sempre é denunciada

Em alguns levantamentos, mais de 70% dos casos têm autores próximos da vítima

Ou seja:

  • *não é imprevisível
  • *não é repentino
  • *é anunciado


NO INTERIOR, A VIOLÊNCIA É MAIS SILENCIOSA — E MAIS LETAL

No extremo sul da Bahia, o problema ganha um agravante:

  • Menos delegacias especializadas
  • Menos estrutura de proteção
  • Mais dificuldade de acesso à justiça
  • Mais dependência econômica das vítimas

Enquanto a capital discute números, o interior enterra mulheres.

E muitas delas já haviam pedido ajuda.


A FARSA DA “QUEDA NOS NÚMEROS”

Sim, os dados apontam redução.
Mas redução de estatística não significa proteção real.

  • 103 mulheres mortas não é avanço
  • é um alerta

O próprio cenário nacional mostra crescimento ou estabilidade em níveis altíssimos de feminicídio

E o mais grave:

  • * a violência continua sendo estrutural
  • *atinge principalmente mulheres vulneráveis
  • *e segue acontecendo todos os dias


OPINIÃO — O PROBLEMA NÃO É FALTA DE AVISO

O feminicídio não começa no dia da morte.

Ele começa antes:

  • na ameaça ignorada
  • na denúncia que não gera proteção
  • na medida protetiva que não é cumprida

Quando o Estado falha nessas etapas, o resultado é previsível.

E quando o mesmo padrão se repete em todo o estado — inclusive no extremo sul — isso deixa de ser falha pontual.

 passa a ser falha estrutural


CONCLUSÃO

Os dados de 2026 não deixam dúvida:
o feminicídio na Bahia não acabou — apenas continua acontecendo com regularidade assustadora.

No extremo sul, essa realidade é ainda mais dura:

  • menos proteção
  • mais vulnerabilidade
  •  mais silêncio

E enquanto isso não for tratado como prioridade real — e não apenas como número — o ciclo continua:

  •  a violência começa
  • o alerta surge
  •  o sistema falha
  • e a morte acontece

Redação Foconanet



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