Uma revelação bombástica ameaça sacudir os bastidores do poder no extremo Sul da Bahia
A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, firmou acordo de delação premiada e entregou ao Ministério Público da Bahia um conjunto de acusações que, se confirmadas, podem desencadear uma crise política de grandes proporções.
No centro das denúncias está o ex-deputado federal Uldurico Júnior, apontado como figura influente dentro do sistema prisional e aliado direto do governador Jerônimo Rodrigues.
Segundo a delação, os bastidores do presídio escondiam muito mais do que se imaginava.
Joneuma afirma que Uldurico frequentava o Conjunto Penal com frequência incomum, participando de encontros com detentos — incluindo, segundo ela, integrantes de uma facção criminosa conhecida como Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).
As visitas, de acordo com o relato, não eram institucionais, mas estratégicas.
A própria nomeação de Joneuma como diretora teria sido parte de um plano cuidadosamente articulado.
A função, segundo a delatora, serviria para abrir caminhos e garantir o funcionamento de interesses ocultos dentro da unidade.
As acusações avançam ainda mais: o esquema incluiria a captação de votos entre presos provisórios e familiares, com pagamentos de cerca de R$ 100 por voto.
A intermediação, de acordo com a delação, seria feita pela facção criminosa — um elo direto entre o sistema prisional e interesses políticos.
Mas o ponto mais explosivo surge após as eleições de 2024. Segundo Joneuma, após a derrota em Teixeira de Freitas, Uldurico teria fechado um acordo milionário — Cerca de R$ 2 milhões — com a facção para viabilizar uma fuga em massa.
E a fuga aconteceu. No dia 12 de dezembro de 2024, 16 detentos escaparam do Conjunto Penal após abrirem um buraco na parede da unidade. Um episódio que já era grave ganha agora contornos ainda mais sombrios diante das novas revelações.
A delação também descreve momentos de tensão após a fuga. Mensagens trocadas entre Joneuma e Uldurico indicariam nervosismo, preocupação e até tentativas de alinhar versões.
Segundo o relato, o ex-deputado teria ido além: ameaçado a ex-diretora para garantir seu silêncio.
O acordo firmado prevê uma pena de 6 anos para Joneuma, com apenas 1 ano em regime fechado — condição que levanta questionamentos sobre a dimensão e o alcance das informações que ela decidiu revelar.
E o escândalo pode não parar por aí. Outros nomes ligados ao governo estadual teriam sido citados na delação, ampliando ainda mais a gravidade das denúncias e aumentando a pressão por respostas.
As acusações são pesadas e ainda estão sob apuração. Mas uma pergunta já ecoa nos bastidores e nas ruas: Até onde vai essa rede de influência envolvendo política, sistema prisional e crime organizado?

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