Justiça bloqueia mais de R$ 3 milhões de grupo criminoso em operação no Extremo Sul da Bahia
Porto Seguro (BA) — 23 de maio de 2026
A Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 3 milhões em bens e valores vinculados a uma organização criminosa investigada no âmbito da Operação Itaporanga, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia.
O grupo, segundo as apurações, possui base de atuação em Porto Seguro e mantém ramificações em localidades como Pindorama, Trancoso, Caraíva e Itaporanga, alcançando ainda municípios como Eunápolis, Itabela e Teixeira de Freitas. As investigações também apontam possíveis conexões com integrantes em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Ação policial e apreensões
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram executados 17 mandados de busca e apreensão, que resultaram na coleta de celulares e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.
Um dos alvos é apontado como responsável por movimentações financeiras superiores a R$ 100 mil e por manter supostos vínculos com um ex-detento de um presídio de segurança máxima em Minas Gerais, reforçando a suspeita de atuação interestadual da organização.
A decisão que determinou o bloqueio dos bens foi expedida pelo Poder Judiciário, com manifestação favorável do Ministério Público, visando interromper o fluxo financeiro atribuído ao grupo investigado.
Integração entre forças de segurança
A operação contou com atuação integrada de diferentes unidades policiais, incluindo o Denarc de Minas Gerais, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o setor de inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e apoio da Polícia Militar da Bahia.
Também participaram equipes das delegacias territoriais de Porto Seguro, Belmonte, Abrantes, Trancoso, Itabela, Eunápolis e Teixeira de Freitas, além da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Porto Seguro.
Investigação em andamento
Batizada de Operação Itaporanga, a ação tem como objetivo enfraquecer a estrutura financeira e operacional do grupo criminoso, além de reduzir sua atuação na região.
As investigações seguem em curso para identificar outros envolvidos e detalhar o papel de cada suspeito dentro da organização.
📌 Fonte
Polícia Civil da Bahia e Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), com informações do Ministério Público.
📝 Editorial
Este conteúdo foi elaborado com base em informações oficiais divulgadas por órgãos de segurança pública e decisões judiciais. Trata-se de material informativo. Os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a legislação brasileira.
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