O clima é de tensão máxima em Eunápolis. Quase um ano e meio após a fuga em massa no Conjunto Penal, o juiz Otaviano Andrade de Souza Sobrinho passou a viver sob forte esquema de segurança após receber ameaças consideradas graves.
Responsável por decisões-chave no caso, o magistrado revelou que agora trabalha usando colete à prova de balas dentro do fórum e sob escolta armada 24 horas por dia.
Ameaças diretas e cenário de intimidação
Segundo o juiz, informações apontavam possíveis ações com o objetivo de causar impacto social e demonstrar força contra o Estado — incluindo ameaças explícitas contra autoridades.
“Chegaram informações de ações que poderiam escandalizar a sociedade e mostrar poderio frente ao Estado”, declarou.
Diante da gravidade, o Tribunal de Justiça da Bahia reforçou imediatamente a segurança do magistrado, adotando medidas consideradas rigorosas.
💣 Rotina transformada pelo risco
Com mais de três décadas na magistratura, o juiz afirmou nunca ter enfrentado algo semelhante. Hoje, sua rotina inclui a presença constante de policiais fortemente armados dentro e fora do fórum.
Recado direto: sem medo
Mesmo sob pressão, o magistrado foi enfático:
“Medo não faz parte do meu vocabulário.”
E garantiu que continuará atuando no caso com firmeza:
“Vou seguir com a mesma tranquilidade.”
O caso que elevou a tensão
O juiz é o responsável por decisões importantes após a fuga no Conjunto Penal de Eunápolis, incluindo o afastamento de toda a direção da unidade prisional.
As investigações seguem e envolvem suspeitas de atuação do crime organizado e conexões externas — fator que aumentou ainda mais o nível de risco em torno do processo.
Editorial Foconanet
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