Os preços da gasolina e do diesel voltaram a subir em todo o estado da Bahia após um novo reajuste anunciado pela Acelen, responsável pela operação da Refinaria de Mataripe. O aumento chega a aproximadamente 11,8% na gasolina e até 17,9% no diesel, impactando diretamente o valor final pago pelos consumidores nos postos.
Em Salvador, o litro da gasolina já se aproxima — e em alguns estabelecimentos ultrapassa — a marca dos R$ 7, refletindo rapidamente nas bombas e no orçamento dos motoristas. Em determinados pontos, o valor já se aproxima de R$ 7,50, evidenciando a rapidez com que o reajuste chega ao consumidor final.
Reajuste nas distribuidoras
Segundo a empresa, o preço da gasolina vendida às distribuidoras passou de cerca de R$ 2,53 para R$ 2,83 por litro. Já o diesel apresentou aumentos ainda mais expressivos, ampliando a pressão sobre setores que dependem diretamente do transporte rodoviário.
A Acelen informou que os reajustes seguem critérios de mercado internacional, como:
- Cotação do petróleo no mercado global
- Variação do dólar
- Custos logísticos, incluindo frete
Impacto imediato nos postos
O repasse foi praticamente imediato em diversas cidades baianas. Consumidores já registram aumentos de até:
- R$ 0,30 no litro da gasolina
- R$ 0,80 no litro do diesel
A elevação afeta não apenas motoristas, mas toda a cadeia produtiva, já que o diesel é essencial para o transporte de mercadorias, podendo provocar aumento em diversos produtos e serviços.
Pressão internacional e modelo de preços
Especialistas apontam que a alta está diretamente ligada ao cenário internacional, especialmente às tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevaram o preço do barril de petróleo nas últimas semanas.
Além disso, a Bahia possui uma característica específica: os preços são definidos por uma refinaria privatizada, que segue a dinâmica do mercado global. Esse modelo tende a gerar variações mais rápidas e, em alguns casos, mais intensas em comparação a outras regiões do país.
Investigação e preocupação
Diante das sucessivas altas, órgãos federais acionaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para apurar possíveis distorções ou práticas abusivas no mercado de combustíveis.
Enquanto isso, consumidores e empresários seguem atentos aos impactos no custo de vida, no transporte e na inflação, especialmente em um cenário de instabilidade econômica e pressão sobre os preços.
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