A Petrobras afirmou nesta terça-feira (12) que não pretende promover aumentos bruscos nos preços dos combustíveis, mesmo diante da alta internacional do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.
Durante a apresentação do balanço financeiro da estatal, no Rio de Janeiro, a presidente da empresa, Magda Chambriard, declarou que a prioridade é garantir segurança energética ao país e ampliar a produção de derivados.
“Mudanças abruptas estão fora da nossa intenção de repasse”, afirmou.
O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel elevou a tensão no mercado global de petróleo. O barril do tipo Brent chegou a ultrapassar os US$ 100 devido às preocupações envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de exportação de petróleo e gás.
Mesmo com a pressão internacional, a Petrobras informou que a gasolina segue sem reajuste desde o início da crise.
Segundo a estatal, fatores internos também influenciam as decisões sobre preços, incluindo a concorrência com o etanol e o equilíbrio do mercado brasileiro.
A diretora de Logística da empresa, Angelica Laureano, afirmou que os preços atuais são considerados equilibrados, mas não descartou possíveis reajustes caso o cenário internacional continue pressionando os custos.
📈 A Petrobras também divulgou lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado mais que o dobro do trimestre anterior.
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